Este era o dia que mais esperavamos para nossa viagem. Finalmente o dia que chegariamos ao Ushuaia. Acordamos por volta das 08 da manha e, ainda noite, encontramos nosso carro e todas as ruas cobertas de neve. Nevou muito durante toda a madrugada, coisa que acabamos perdendo. Nos organizamos e partimos por volta das 08:30.

carro congelado na saida do hotel. Foto: Marcelo Schmoeller
Logo de cara em Rio Gallegos Raphael percebeu ao volante o que era dirigir sobre gelo. Com as ruas congeladas em uma frenagem o carro escapou, mas foi so um susto.
este susto serviu como alerta. Conforme iamos andando, ia aumentando a neve e o gelo sobre a pista.
De Rio gallegos ao Ushuaia, vao quase 600km. Ao pegarmos a ruta 3, ficamos apavorados com o intensidade da nevasca. Uma densa camada de neve sobre a estrada e por todos os lados, nao se via nada mais… Sabiamos que tinhamos 50 km pela frente ate chegar a aduana da argentina e depois do chile para continuarmos a viagem.
Conforme iamos prosseguindo, vinham varios carros os sentido contrario dando luz alta e avisando que a estrada estava fechada e, que nao tinha como passar devido a tamanha forca de neve que havia caido. Enquanto isto, o Raphael tentava de todo o jeito manter o carro na pista, pois nao tinhamos corrente, acessorio que e fundamental para dar mais aderencia, ou seja a aventura estava ficando perigosa demais.
Depois de uma breve reuniao no carro, decimos ir ate onde dava, para tentar conversar com algum fiscal ou policial para nos dar um parecer da liberacao da estrada. conforme a adrenalina da direcao aumentava por causa dos riscos, iamos parando para fotografar este espetaculo da natureza:

Foto: Mauro Goulart

Foto: Raphael Koerich

Marcelo e Mauro. Foto: Raphael Koerich

Foto: Marcelo Schmoeller

Por um momento paramos para pensar e entendemos o porque de que todos os relatos sobre viagens aconteceram em dezembro ou janeiro. Tem que ser louco mesmo para vir para o ushuaia em maio e junho.
Depois de algumas horas para percorrer 50km, chegamos enfim na aduana do lado da argentina. La, nos falaram de um acidente, que um caminhao havia tombado e de que estava complicado de seguir viagem. E tambem que um outro cidadao local havia retornado com uma 4×4 que estava impossivel de continuar pela rota ate o estreito de magalhaes, que era onde iamos para fazer a travessia e chegar no ushuaia. Continuamos nao dando ouvidos e seguimos ate a fronteira do chile. la nos informaram que a estrada estava aberta, embora com muita neve e que teriamos que ter muito cuidado. Tambem nos informaram que a sensacao termica do momento era de -16 graus e, pasmem, era meio dia. Seguimos com a loucura e paramos para mais umas fotos.

Foto: Mauro Goulart

O motorista. Foto: Marcelo Schmoeller

O companheiro. Foto: Mauro Goulart

e so neve. Foto: Marcelo Schmoeller.
Apos varios kilometros com media de velocidade a 60km/h, fomos percebendo que a nevasca se concentrou mais na regiao de rio gallegos e aduana. E, contrariando todos que achavam que nao daria para chegar ao estreito de magalhaes, surge o imponente canal e os ferrys fazendo os transportes ate o outro lado, na chamada tierra del fuego.

Foto: Mauro Goulart

Foto: Marcelo Schmoeller

Foto: Marcelo Schmoeller

Foto: Marcelo Schmoeller

Foto: Mauro Goulart
Apos cruzar o estreito de magalhaes, tinhamos 500 km para chegar ao ushuaia. Ficou impossivel pois perdemos a manha e inicio da tarde na travessia sobre a cordilheira congelada, e ainda tinhamos 100km de ripio pela frente. Acabamos optando por ficar em Rio grande que fica um pouco menos do que 300km do ushuaia, ja na parte da Argentina. Para finalizar, as ultimas fotos ja na provincia da terra do fogo na Argentina.

Marcelo na terra do fogo. Foto: Raphael Koerich

Guanacos. Foto: Mauro Goulart

Aduana argentina da terra do fogo. Foto Mauro Goulart

Marcelo e Mauro. Foto: Raphael Koerich

Por do sol na terra do fogo. Foto: Raphael Koerich